
Faaaala meu povo!!!
Hoje eu trago pra vocês um papo de gente grande…… e chato ao menos ao mesmo tempo.
É sempre complicado falar de grana, mas isso muda HOJE, por que o CEO desse blog (hahaha fiquei importante), trouxe alguns pontos importantes sobre o “Din din” (que inclusive teriam me salvado bastante se eu tivesse aprendido isso antes 😭).
Eu sempre achei curioso como a gente passa anos estudando um monte de coisa, mas quase ninguém ensina direito o básico sobre dinheiro.
A gente aprende matemática, português, história, química… mas chega a vida adulta e precisa descobrir sozinho como funciona cartão, parcelamento, investimento, reserva de emergência e por aí vai.
E eu não sou nenhum especialista em finanças. Mas quanto mais eu penso sobre dinheiro, mais percebo algumas coisas que gostaria de ter entendido antes.
Então resolvi separar cinco delas.
1. Ganhar mais não significa necessariamente guardar mais
Durante muito tempo, eu pensava que o problema financeiro seria resolvido quando eu ganhasse mais (“inocente”.
E faz sentido, até certo ponto.
Se você ganha pouco, realmente fica mais difícil guardar dinheiro.
Mas existe uma armadilha aí: conforme a renda aumenta, a vontade de gastar também pode aumentar.
Você começa a querer um celular melhor, sair mais, comprar coisas que antes não comprava…
E aquele dinheiro a mais que deveria melhorar sua vida simplesmente desaparece.
Acho que hoje eu vejo de uma forma diferente.
Não estou falando que não vale a pena ganhar mais e comprar coisas melhores. Ganhar mais é ótimo. Mas conseguir manter uma parte desse aumento para você é ainda melhor.
Porque não adianta ganhar R$ 5 mil e gastar R$ 5 mil se você poderia estar construindo alguma coisa com uma parte desse dinheiro.
No fim, não é só sobre quanto entra.
É sobre quanto fica.
2. Começar pequeno é muito melhor do que esperar sobrar dinheiro
Essa talvez seja uma das coisas mais simples e, ao mesmo tempo, mais difíceis de colocar em prática.
A gente sempre pensa que vai começar depois.
“Quando eu ganhar mais.”
“Quando estiver sobrando.”
“Quando minha situação melhorar.”
E foi assim que eu perdi muuuuuuuuuuito tempo, porque sempre aparece alguma coisa para ocupar esse dinheiro.
Por isso, hoje eu prefiro pensar que guardar dinheiro não deveria depender de sobrar.
Se você consegue guardar R$ 50, guarde R$ 50.
Se consegue guardar R$ 100, guarde R$ 100.
Pode parecer pouco, mas existe algo acontecendo ali que vai muito além daquele valor.
Você está criando o hábito.
E eu acho que isso é muito mais importante do que começar tentando guardar uma quantia enorme e desistir dois meses depois.
Começar pequeno ainda é começar.
Ah….. e mais uma coisa. SEMPRE GUARDE ANTES DE COMEÇAR A PAGAR SUAS CONTAS.
Se você for deixar pra guardar o que sobra, a verdade é que nunca vai sobrar nada kkkkkk…… a gente sempre inventa uma desculpa pra gastar o restinho que fica na conta .💸
3. Parcelado não significa barato
Meus amigos, quando falamos em experiências negativas com cartão de crédito, o Renas é EXPERT (ou mehor… o antigo Renas).
Essa é uma armadilha que eu acho muito fácil de cair e eu mesmo já caí muitas vezes.
Você olha para uma compra de R$ 1.200 e pensa:
“R$ 100 por mês? Tranquilo.”
Só que o problema é que a gente faz isso várias vezes.
Uma compra aqui.
Outra ali.
Um celular.
Uma roupa.
Um eletrônico.
Quando percebe, aquele “só R$ 100 por mês” virou uma boa parte da sua renda 😲😲😲😲.
E tem outra coisa que eu acho ainda mais perigosa: o parcelamento faz uma compra grande parecer pequena.
Você deixa de pensar:
“Eu estou gastando R$ 1.200.”
E começa a pensar:
“Estou pagando só R$ 100.”
Só que o dinheiro não entende psicologia.
No final, os R$ 1.200 continuam sendo R$ 1.200.
Não acho que parcelar seja sempre errado. Existem situações em que faz bastante sentido (se quiserem saber, comentem bastante pra eu trazer algumas estratégias pra vcs….).
Mas hoje, antes de olhar para a parcela, eu tentaria olhar para o valor total.
Porque às vezes o que cabe no mês não cabe na sua vida financeira.
4. Reserva de emergência não é dinheiro parado
Eu demorei um pouco para entender isso. Ficava agoniado de deixar um dinheiro “parado” sem ter perspectiva de usar…
Mas isso é normal. Quando você começa a aprender sobre investimentos, é muito fácil ficar obcecado por rentabilidade.
“Quanto rende?”
“Qual investimento paga mais?”
“Será que existe algo melhor?”
E tudo bem pensar nisso.
Mas existe dinheiro que não está ali para render o máximo possível.
Está ali para estar disponível quando você precisar.
A reserva de emergência é justamente isso.
É aquele dinheiro que você provavelmente vai torcer para nunca precisar usar.
Mas se alguma coisa URGENTE acontecer, você vai agradecer por ter separado.
E eu gosto dessa ideia porque ela traz uma sensação que nenhum investimento sozinho consegue trazer:
tranquilidade.
Você sabe que, se aparecer um problema, pelo menos não começa do zero.
5. Dinheiro também compra tranquilidade
Talvez essa seja a que mais mudou minha visão sobre dinheiro.
Quando a gente é mais novo, parece que dinheiro serve basicamente para comprar coisas.
Um celular.
Uma viagem.
Uma roupa.
Um carro.
Uma casa.
Mas quanto mais eu penso sobre isso, mais percebo que dinheiro também pode comprar uma coisa que não aparece na vitrine:
TRANQUILIDADE (que palavrinha boa, né?) .
Ter uma reserva significa não entrar em pânico diante de qualquer imprevisto.
Ter dinheiro guardado significa poder pensar melhor antes de tomar uma decisão.
Ter suas contas organizadas significa não passar o mês inteiro esperando o próximo pagamento.
E talvez o maior objetivo de cuidar bem do dinheiro não seja simplesmente ficar rico.
Talvez seja ter mais liberdade.
Liberdade para escolher.
Liberdade para esperar.
Liberdade para dizer “não”.
E, principalmente, liberdade para não depender de uma situação perfeita para conseguir respirar tranquilo.
No fim das contas…
Eu ainda estou aprendendo.
Provavelmente vou mudar de opinião sobre algumas dessas coisas daqui a alguns anos.
E acho que isso faz parte.
Finanças não precisam ser tratadas como um assunto que você domina completamente antes de começar.
Você vai aprendendo enquanto organiza sua vida.
O importante, pelo menos para mim, é não deixar para depois algo que vai afetar praticamente todas as decisões que você vai tomar daqui para frente.
Porque dinheiro não é tudo.
Mas fingir que ele não importa também não ajuda.
Quanto antes a gente aprende a cuidar dele, mais cedo ele começa a trabalhar a nosso favor. 💰
E como eu sempre tento trazer o melhor pra vocês… 📚
Depois de você ter lido tuuuudo isso, eu jamais poderia terminar esse texto sem deixar uma indicação que combina muito com tudo que falei aqui.
A Psicologia Financeira, do Morgan Housel, é um daqueles livros que eu acho que vale a pena conhecer se você quer entender melhor sua relação com dinheiro.
O mais legal é que ele não transforma finanças em um monte de números complicados (🥴). O livro fala muito sobre comportamento, escolhas e a maneira como pensamos sobre dinheiro.
É o tipo de leitura que faz você parar em algumas páginas e pensar:
“Pô… nunca tinha pensado por esse lado.”
Então, se esse assunto te interessa e você quer continuar aprendendo, vale dar uma olhada nesse livro.
Fico por aqui meus aprendizes, até outra hora. FLWWWWW!!!!!
- Ano de publicação: 2021. | Capa do livro: Mole. | Gênero: Negócios. | Idade mínima recomendada: 12 anos. | Número de pág…
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